"Gerar,
adaptar e difundir propostas de sistemas agroflorestais
sustentáveis
através de pesquisa
e
educação,
visando desenvolver uma concepção agroecológica
de uso da terra com as populações tradicionais
e colonos, bem como contribuir na formulação
de políticas públicas e na formação
acadêmica e técnica local"
O
Arboreto, um dos setores do Parque Zoobotânico
(PZ) da Universidade Federal do Acre (UFAC), têm
sua origem no chamado "Experimento Arboreto", instalado
no início da década de oitenta. O experimento foi idealizado
com o intuito de estudar o comportamento de cerca de 150 espécies arbóreas,
em sua maioria nativas da região amazônica, em diferentes condições
de luminosidade, com objetivo de gerar informações que subsidiem
projetos de recuperação de áreas degradadas, principalmente
através de Sistemas Agroiflorestais (SAF's). Em 1992, ao completar dez
anos de experimento, o Arboreto constituiu-se como projeto de pesquisa, com
objetivo de compartilhar resultados com pequenos produtores rurais e populações
tradicionais do Estado do Acre, propondo modelos de sistemas agroflorestais
com as espécies mais promissoras. As primeiras ações de
campo foram na Reserva Extrativista "Chico Mendes", em parceria com o Centro
de Formação
do Seringueiro e financiamento da Fundação Ford. A partir de
1996, o Arboreto iniciou uma parceria com a Comissão Pró-Índio
do Acre (CPI/AC), no intuito de assessorar o Programa de Formação
de Agentes Agroflorestais Indígenas.
A
partir de 1998, o Arboreto vem desenvolvendo um programa piloto de capacitação
agroflorestal junto a 13 famílias do Projeto de Assentamento Dirigido
Humaitá, localizado no município de Porto Acre/AC. O projeto
teve início com um diagnóstico sócio-ambiental, seguido
de um planejamento comunitário de atividades, cujos resultados revelaram
potencialidades, levantaram problemas enfrentados pela comunidade, bem como
possíveis ações
que pudessem solucioná-los. No início de 1999, baseado nas demandas
da comunidade, teve início o programa de capacitação em
sistemas agroflorestais e a instalação de áreas experimentais
através de pesquisa participante.
No
final de 1999, o Arboreto inicia um trabalho com as comunidades indígenas
Apurinã de Boca do Acre/AM. O objetivo do projeto é validar a
metodologia de educação agroflorestal desenvolvida pelo Arboreto
como método
pedagógico adaptável às diferentes realidades sócio-econômicas
e culturais de pequenos produtores e populações tradicionais
da Amazônia, e, ao mesmo tempo, contribuir para o etnodesenvolvimento
sustentável
das comunidades envolvidas no projeto.
Paralelamente
aos trabalhos de pesquisa/extensão agroflorestal, o Arboreto, em uma área
experimental no campus da UFAC, mantém dois hectares de sistemas agroflorestais
e testa tecnologias agroflorestais, tais como: coquetéis de leguminosas,
cercas-vivas, plantio na taboca, árvores de serviço, barreiras
vivas contra fogo e espécies madeireiras de rápido crescimento.
Atualmente,
o Arboreto vêm subsidiando políticas públicas através
de uma parceria com a Secretaria de Produção do Governo do Estado
do Acre (SEPRO), com objetivo de capacitar técnicos extensionistas de
sete municípios acreanos. O programa de capacitação em sistemas
agroflorestais, denominado "Educadores Agroflorestais", vem sendo desenvolvido
paralelamente à capacitação de produtores assentados no
Projeto Pólos Agroflorestais idealizado pelo atual Governo do Estado.
A
sede do Arboreto está localizada no campus da Universidade Federal do
Acre, mais especificamente no Parque Zoobotânico (PZ), uma área
de cem hectares de vegetação primária e secundária,
onde encontra-se instalado o "Experimento Arboreto", próximo a completar
vinte anos desde a sua implantação. O PZ, setor que concentra os
trabalhos de pesquisa da UFAC, possui cerca de cinqüenta pessoas envolvidas
diretamente em suas atividades, entre pessoal administrativo, pesquisadores,
funcionários e estagiários bolsistas. O Programa Integrado do Parque
Zoobotânico (PIPZ), busca a integração dos seus diversos
setores - viveiro de produção de mudas, Herbário, Laboratório
de Sementes, Setor de Uso da Terra e Mudanças Globais, Projeto Ilhas de
Alta Produtividade, Fenologia e Botânica Econômica, Educação
Ambiental e Arboreto - no intuito de estudar os ecossistemas naturais e antrópicos
do Estado do Acre, com vistas a subsidiar a geração de propostas
viáveis de manejo com base sustentável, visando contribuir com
a melhoria das condições de vida das populações locais,
através de uma interação efetiva com a comunidade acadêmica
da UFAC e demais instituições de pesquisa e desenvolvimento.
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