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Ufac realiza simpósio sobre espécies exóticas invasoras

publicado: 02/07/2019 09h58, última modificação: 04/07/2019 11h22
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A Ufac iniciou o 1º Simpósio Acreano de Espécies Exóticas Invasoras na quinta-feira, 27, no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento terminou no sábado, 29, e visa nivelar conhecimento sobre o tema no Estado, principalmente entre instituições de ensino, pesquisa e órgãos ambientais. 

Há espécies que chegam de outras partes do mundo e se estabelecem em locais que não são os de sua origem; por exemplo, o mosquito da dengue, o caramujo africano, a monilíase do cacau, a rã-touro. Essas espécies podem causar impactos irreversíveis a outras espécies e ecossistemas nativos e até afetar a produção agrícola. São a segunda maior causa de extinção de espécies.

O reitor em exercício da Ufac, Josimar Batista, participou da solenidade de abertura. “Trocar experiências com outros pesquisadores das regiões Sul e Sudeste subsidiará a elaboração de políticas públicas para evitar ou minimizar riscos de introdução de espécies exóticas invasoras”, ressaltou.

Segundo os organizadores do evento, a melhor forma de combater uma invasão biológica é detectar no início e adotar medidas de controle. O caminho para fortalecer a importância do tema é investir em conhecimento científico e na divulgação para o público. 

O coordenador do simpósio, professor do campus Floresta, Marcus Vinicius de Athaydes Liesenfeld, informa que no Acre esse é um problema que está no início e apresenta uma oportunidade para realização de pesquisas para evitar a chegada dessas espécies exóticas. 

“Ao contrário do Sul e Sudeste do país, onde a situação é bem pior, no Acre temos poucas espécies invasoras, como o caramujo africano, que existe em Rio Branco e está chegando em Cruzeiro do Sul”, disse. “Existem algumas espécies de capins que invadem lavouras, concorrem com espécies nativas e acabam por excluir essas espécies. Nesses casos, temos que esclarecer os produtores.”

A programação conta com palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho. Os grupos abordam os organismos invasores em ambientes terrestres, águas continentais, sistemas de produção e saúde humana. Um dos resultados do simpósio é a criação de uma rede de instituições e interessados na formulação da lista de referência das espécies exóticas invasoras do Acre, a qual, futuramente, deverá ser transformada em lei estadual. 

Entre os convidados, estão a engenheira florestal do Instituto Hórus, Sílvia Renate Ziller; o professor da Universidade Federal de Roraima, José Beethoven Barbosa; os professores da Ufac, Rodrigo Medeiros e Marcos Silveira; e o representante do Ministério Público do Estado do Acre, Júlio César de Medeiros Silva.