Negritude feminina no estado do Acre: Uma identidade em construção

Orientadora: Profa. Dra. Flávia Rodrigues Lima da Rocha

Historicamente, pessoas brancas não apenas ocuparam lugares de privilégios, mas também moldaram as esferas de poder de maneira a influenciar a população brasileira, induzindo  a assimilar suas falas e adotar seu discurso. Esse processo de manipulação da identidade nacional levou muitos brasileiros a almejarem o branqueamento e a negar suas raízes africanas e afro-brasileiras, promovendo, assim, a invisibilização da herança cultural negra. O objetivo deste trabalho é analisar as trajetórias e os obstáculos enfrentados pelas mulheres acreanas na construção de sua identidade negra. A metodologia adotada foi qualitativa, com a realização de uma pesquisa bibliográfica seguida de entrevistas, utilizando a abordagem da história oral. Para fundamentar esta análise, foram utilizadas as contribuições de Munanga (2019), Souza (2021) e Gomes (1995), que abordam a temática da negritude e a valorização dos traços fenotípicos na construção da identidade de pessoas negras no contexto acreano. Como resultado, observou-se a importância dos processos de transição capilar na trajetória de construção da identidade negra, além do impacto dos atos e falas racistas na percepção de si mesmas. Esses fatores desempenham um papel crucial na formação da identidade dessas mulheres. Ademais, constatou- se a relevância das ações afirmativas e do acesso ao conhecimento como ferramentas fundamentais para a desconstrução de paradigmas e a superação das amarras impostas pelo racismo.

Ló-Ruama

Concluida!