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Alerta

30 de abril de 2026

Alerta MAP 2026: El Niño, mudanças climáticas e risco elevado de seca severa, calor extremo, queimadas e fumaça na Amazônia Sul-Ocidental

Pesquisadores, profissionais de saúde, especialistas em clima e participantes da sociedade civil divulgaram hoje um alerta trinacional e trilíngue advertindo que a região MAP (Madre de Dios, Peru – Acre, Brasil – Pando, Bolívia) pode enfrentar em 2026 uma combinação particularmente perigosa de seca severa, ondas de calor, incêndios florestais, fumaça extrema e agravamento de impactos socioambientais.

Segundo o documento anexo, um comunicado da NOAA de 13 de abril de 2026 indicou mais de 60% de probabilidade de formação de um novo El Niño já entre maio e julho, com intensificação ao longo de 2026 e início de 2027. Embora ainda exista incerteza sobre sua magnitude, especialistas alertam que mesmo a possibilidade de um evento muito forte exige preparação imediata, especialmente porque o aquecimento global vem intensificando os impactos históricos desses eventos na Amazônia.

Dez recomendações prioritárias

O alerta apresenta dez linhas estratégicas de ação imediata e estrutural, incluindo:

  1. Fortalecimento dos sistemas de saúde;
  2. Planos de contingência para água;
  3. Redução do uso do fogo em atividades produtivas;
  4. Ampliação do controle de queimadas e uso de quebra-fogos;
  5. Proteção contra ondas de calor;
  6. Estratégias específicas para territórios e povos indígenas;
  7. Reformas educacionais voltadas para clima, biodiversidade e risco de desastres;
  8. Expansão de redes de monitoramento hidrometeorológico e qualidade do ar via sistemas educacionais e da saúde;
  9. Gestão integrada da paisagem e restauração de áreas degradadas.
  10. Planos de contingência para mineração de pequena escala.

Educação, ciência e governança trinacional

Os autores enfatizam que a preparação para 2026 deve combinar respostas emergenciais com transformações de médio e longo prazo, incluindo educação climática, monitoramento científico e cooperação entre Brasil, Peru e Bolívia. O documento ressalta que problemas interligados exigem soluções interligadas, em consonância com o Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres.

Preparar-se para cenários plausíveis de pior caso não é alarmismo — é responsabilidade pública.