Música e Antirracismo
O grupo de estudos intitulado "Música e Antirracismo" foi proposto e conduzido por Gabrielle Sobralino Ferreira, discente de licenciatura em História, no âmbito do PET Educação Antirracista do Neabi/Ufac, entre os meses de julho e agosto. O projeto teve como objetivo central refletir coletivamente sobre como a música atua como uma ferramenta de narração das vivências negras e de valorização das identidades, buscando romper com o silenciamento histórico e a marginalização imposta a ritmos e artistas negros. A jornada formativa foi estruturada em quatro encontros temáticos que integraram a leitura de referenciais teóricos, análise de letras e recursos audiovisuais para fundamentar o debate sobre o papel das artes na transformação social.
No primeiro momento, o grupo discutiu a relação entre música e resistência, focando na influência dos blocos afro, como o Ilê Aiyê, no carnaval de Salvador e na sua capacidade de denunciar o racismo e valorizar a história de povos africanos e afro-brasileiros. Em seguida, o debate concentrou-se na diferenciação entre valorização e apropriação cultural, utilizando a obra de Rodney William para analisar como o uso de conhecimentos e comportamentos de grupos subalternizados por elites pode perpetuar a invisibilização de lutas raciais. O terceiro encontro abordou o racismo estrutural na indústria musical, tomando a trajetória e aculturação do Funk no Brasil como objeto de estudo para compreender como o sistema colonial rotula e exclui produções periféricas. Por fim, o ciclo foi encerrado com uma análise sobre o protagonismo das mulheres negras na música, explorando as trajetórias de resistência de artistas que desafiam as convenções de raça e gênero e redefinem o cenário musical global.
Primeiro encontro - 18/07/2025


Segundo encontro - 22/07/2025
Terceiro encontro - 29/07/2025
Quarto encontro - 05/08/2025







