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Herbário da Ufac integra sistema digital de coleções biológicas Jabot
O Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), aderiu ao sistema de gerenciamento de coleções biológicas Jabot, acrônimo de Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, que o desenvolveu. Essa plataforma online pública é voltada à disponibilização de dados de coleções botânicas, permitindo armazenamento, organização e compartilhamento de informações sobre espécimes em escala nacional e internacional.
O Jabot reúne mais de 3 milhões de registros e é utilizado por mais de cem herbários brasileiros, ampliando o acesso público às informações sobre a flora do país. “A integração do Herbário ao Jabot contribui para fortalecer a gestão da coleção, facilitar o trabalho de curadoria e pesquisadores e ampliar a visibilidade do acervo científico da Ufac”, disse o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva.
Por meio desse sistema, é possível consultar dados detalhados sobre as amostras, como espécies, locais de coleta, coletores e imagens digitalizadas, além de permitir análises e geração de relatórios sobre a coleção, tudo isso de forma pública e online. Essa integração também promove maior interoperabilidade entre diferentes bases de dados de biodiversidade, favorecendo estudos taxonômicos, biogeográficos e de conservação.
“A adoção do sistema Jabot pelo Herbário da Ufac representa um passo importante na nossa modernização da gestão da coleção, contribuindo para a digitalização, preservação e disseminação do conhecimento sobre a flora amazônica acreana, além de fortalecer a pesquisa científica e a cooperação entre instituições botânicas no Brasil e no mundo”, concluiu Harley.
Manual para envio de planilhas para depósito de amostras botânicas
Herbário da Ufac
Voltado à preservação, documentação e estudo da flora amazônica, o Herbário da Ufac foi criado em 1979. Atualmente, possui mais de 25 mil espécimes registrados, dos quais mais de 23 mil foram digitalizados, contribuindo para o conhecimento da biodiversidade amazônica, reunindo amostras botânicas provenientes do Estado do Acre e de outras áreas da Amazônia brasileira e de países vizinhos, como Peru e Bolívia.
Além disso, auxilia no ensino e na extensão universitária, recebendo pesquisadores, mais de mil estudantes por ano e visitantes interessados na identificação e estudo das plantas amazônicas.