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Resex Chico Mendes é barreira contra desmatamento, aponta pesquisa

publicado: 01/09/2026 04h29, última modificação: 01/09/2026 04h33
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Professoras e estudantes da Ufac publicaram o artigo “Reserva Extrativista Chico Mendes: Entre a Conservação e o Desmatamento na Amazônia Sul-Ocidental”, o qual foi apresentado no 6º Simpósio de Modelagem de Sistemas Ambientais e Gestão da Paisagem e 1º Simpósio de Estudos Territoriais, com o tema “O Território em Disputa: Perspectivas e Possibilidades Analíticas”, realizado de 2 a 5 de dezembro de 2025 no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais.

Assinam o estudo as docentes Karla da Silva Rocha, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, e Andréa Alechandre, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, além dos alunos Osmar Philipe Barbosa Farrapo (bolsista Pibic/CNPq), Wilcilene da Silva Carneiro (bolsista Pivic), Luana Beatriz Silva Sarmento e Leonardo Hadad de Oliveira.

A pesquisa cruzou 34 anos de dados de desmatamento do Prodes/Inpe (1990-2024) com análises em Sistema de Informação Geográfica (SIG), comparando o interior da reserva extrativista (Resex) Chico Mendes, no sul do Acre, com uma faixa de dez quilômetros em seu entorno.

Os resultados mostram que a unidade mantém mais de 89% da cobertura florestal preservada e segue funcionando como barreira territorial: no interior predominam pequenas clareiras dispersas, ligadas ao extrativismo de baixo impacto; no entorno, sobretudo perto de Xapuri (AC) e Brasileia (AC), o desmatamento forma grandes áreas contínuas ao longo de ramais e estradas.

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