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Ufac cria e reestrutura pró-reitorias e amplia autonomia em CZS
O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou, durante reunião realizada nessa quinta-feira, 20, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e a alteração da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), que passa a ser denominada Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi). Além disso, instituiu a Direção do Campus Floresta (D-Camp).
A Proafe será vinculada diretamente à Reitoria, terá a professora Letícia Helena Mamed como pró-reitora e será responsável por planejar, organizar, ampliar e consolidar as políticas afirmativas da universidade, com foco no acesso, permanência e diplomação de estudantes e servidores oriundos de grupos historicamente marginalizados.
“Essa nova pró-reitoria vai trazer a pauta da equidade de gênero e da inclusão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A nova estrutura permitirá alocar todas as políticas num contexto forte de uma pró-reitoria, com atuação articulada a ensino, pesquisa e extensão.”
Compõem a Proafe duas diretorias: de Apoio às Ações Afirmativas e de Apoio à Inclusão e Acessibilidade. A estrutura contará ainda com coordenadorias voltadas à validação de cotas, diversidade sexual e enfrentamento à violência de gênero, relações étnico-raciais, acessibilidade educacional e inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes. Também estarão vinculados à pró-reitoria o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, o Núcleo de Apoio à Inclusão, o Observatório de Discriminação Racial e o Observatório de Direitos Humanos.
Função da Proafe
Entre as competências da nova pró-reitoria estão acompanhar o percurso dos estudantes atendidos pelas políticas afirmativas, fortalecer ações de inclusão de forma transversal, atuar em conjunto com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) no acesso às políticas de assistência, além acolher e orientar vítimas de discriminação, assédio e violência e promover ações educativas.
A pró-reitora Letícia Helena Mamed destacou que, nos últimos dois anos, as universidades brasileiras seguem orientação do Ministério da Educação nesse sentido. “Com uma estrutura específica no organograma da Ufac, espera-se que essas políticas tenham maior autonomia, orçamento e capacidade de gestão.”
Letícia ressaltou ainda que, apesar de a Ufac implementar políticas de cotas desde a década passada, ainda há desafios. “Um dos focos de atuação da Proafe será garantir tanto o acesso de estudantes oriundos de grupos historicamente vulnerabilizados como sua permanência, mediante suporte efetivo, para assegurar sua diplomação.”
Proppi
A transformação da Propeg em Proppi incorpora formalmente a inovação à estrutura da pró-reitoria e transforma a antiga Diretoria de Gestão de Projetos em Diretoria de Inovação. A reorganização reúne pesquisa, pós-graduação e inovação em uma mesma estrutura administrativa.
A nova configuração amplia a atuação institucional nas áreas de desenvolvimento tecnológico, transferência de conhecimento e tecnologia, empreendedorismo e articulação com as demandas da sociedade e as potencialidades da Amazônia.
A Diretoria de Inovação terá entre suas atribuições estimular a proteção da propriedade intelectual, a transferência de tecnologia, o empreendedorismo acadêmico e a incubação de empreendimentos, além de articular parcerias com instituições públicas e privadas e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e à bioeconomia amazônica.
D-Camp
A D-Camp, em Cruzeiro do Sul, está vinculada à Reitoria; é responsável pela representação institucional, coordenação das atividades administrativas e articulação das atividades acadêmicas, de interiorização e de apoio. A proposta busca descentralizar a gestão e aperfeiçoar os fluxos administrativos e acadêmicos, preservando as competências dos centros e colegiados.
A nova estrutura contará com a Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão (Depe), responsável por articular e apoiar as atividades acadêmicas, e a Diretoria de Administração, Manutenção e Infraestrutura (Dami), que coordenará as áreas administrativa, orçamentária, financeira, patrimonial, logística, de manutenção e infraestrutura. Também será instituído um Conselho de Campus para acompanhar questões de interesse geral da unidade.
Para o reitor Josimar Ferreira, a medida atende a uma demanda da comunidade do campus Floresta por maior autonomia na gestão local. O reitor lembrou que a unidade completa, em 2027, 20 anos desde o início do processo de implantação e destacou que a nova direção permitirá descentralizar decisões administrativas.
A reestruturação também integra à gestão do campus Floresta o Núcleo Universitário de Feijó e a Unidade Marechal Cândido Rondon, fortalecendo a articulação das ações de interiorização da Ufac.