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Ufac participa do lançamento do programa Mais Ciência na Escola
A Ufac participou, na terça-feira, 3, do lançamento do programa Mais Ciência na Escola, iniciativa que leva formação em programação e desenvolvimento de software a escolas públicas de Rio Branco. O objetivo da ação é ampliar oportunidades na área tecnológica e aproximar a educação básica das transformações da chamada indústria 4.0. O evento contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além de representantes do Ifac, gestores estaduais e comunidade acadêmica.
Duas instituições federais foram contempladas na chamada pública de 2024 na região acreana: a Ufac, que começou a executar o projeto neste ano, e o Instituto Federal do Acre (Ifac), que iniciou as atividades no ano passado. O programa integra um edital conjunto do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A Ufac atenderá cinco escolas da rede pública de Rio Branco. Atualmente, cinco professores participam da formação em programação e desenvolvimento de software e, nas próximas semanas, cada docente atuará com dez estudantes bolsistas. Os alunos do ensino fundamental 2 receberão bolsas mensais de R$ 200, enquanto os do ensino médio terão auxílio de R$ 300, durante o período de execução do projeto, previsto até janeiro de 2027.
“Esse projeto nasce com o intuito de oferecer oportunidades para os alunos no campo da ciência e da tecnologia, especialmente em um momento em que essas áreas crescem rapidamente”, afirmou a ministra Luciana Santos. Ela destacou ainda que a metodologia adotada valoriza o “aprender fazendo”, estimulando os estudantes a utilizarem a tecnologia como ferramenta para resolver problemas.
“O projeto Mais Ciência na Escola rompe os muros da instituição e chega aonde mais precisamos levar esse conhecimento: à sociedade”, declarou o reitor do Ifac, Fábio Storch, ao enfatizar o papel dos investimentos públicos no fortalecimento da educação.
A formação inicial dos professores ocorre em parceria com estudantes de graduação da área de sistemas de informação, que também atuam como bolsistas do CNPq. Neste primeiro momento, os participantes trabalham com programação visual em blocos, ferramenta que desenvolve o raciocínio lógico antes da introdução de linguagens mais complexas.
“A proposta é que os alunos criem soluções digitais associadas aos conteúdos escolares, como jogos educativos e aplicações relacionadas a temas de física e ciências. Ao longo do ano, estão previstas atividades práticas e uma maratona de programação envolvendo os estudantes das escolas participantes. A expectativa é que, ao final do ciclo, os jovens estejam aptos a desenvolver projetos próprios e ampliar suas perspectivas acadêmicas e profissionais na área de tecnologia”, afirmou a coordenadora do curso de Sistemas de Informação.
A seleção dos estudantes considera critérios de interesse, desempenho e inclusão social, com reserva de 50% das vagas para meninas, além de atenção a alunos de baixa renda e grupos historicamente sub-representados.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)