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Ufac e Universidade de Copenhague firmam parceria

publicado: 25/06/2019 17h41, última modificação: 02/07/2019 08h54
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A Ufac é a primeira universidade da Amazônia a firmar parceria com a Universidade de Copenhague. Para tratar disso, o reitor em exercício, Josimar Batista, recebeu a professora do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), Almecina Balbino, na tarde dessa segunda-feira, 24, na sala de reuniões da Reitoria. Ela retornou da Dinamarca com termo de cooperação assinado entre CCBN da Ufac e Faculdade de Ciências, através do Departamento de Plantas e Ciências Ambientais (Plen, na sigla em inglês), da Universidade de Copenhague.

O termo tem duração de cinco anos e apoia interesses das duas instituições nos campos de educação e pesquisa. Para Batista, isso fortalece a internacionalização da Ufac. “Na área das ciências agrárias, esse protocolo envolve todos os nossos cursos de graduação e pós-graduação, com possibilidade de estágio na Dinamarca para alunos e de mobilidade docente”, disse. “É um marco e um avanço na consolidação da nossa pós-graduação.”

Entre os beneficiados com a cooperação estão os programas de pós-graduação em Sanidade e Produção Animal, em Agronomia: Produção Vegetal e em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia. “A Universidade de Copenhague tem muito interesse nas pesquisas desenvolvidas na Amazônia e, graças ao envolvimento pessoal da professora Almecina, conseguimos uma cooperação que, assim espero, possa trazer grandes frutos para nossa Ufac”, concluiu Batista. 

A parceria começou a ser construída em janeiro de 2019, com um convite à professora Almecina Balbino, através do pesquisador Bruno Trevenzoli Favero e do professor Henrik Lütken, para ministrar palestra na Universidade de Copenhague. Ela trabalha com plantas alimentícias, medicinais e ornamentais. O tema das culturas amazônicas presentes no Acre destacou-se entre os estrangeiros.

Ufac e Universidade de Copenhague firmam parceria

“O trabalho com plantas medicinais e o conhecimento de comunidades tradicionais chama atenção de todo o mundo que busca a cura de qualquer doença”, contou ela. “Eu trabalho com comunidades indígenas e ribeirinhas. Realizo bioprospecção de plantas medicinais, o que possibilita encontrar novas espécies potenciais. Faço levantamento, por exemplo, de plantas para tratamento de malária, diabetes e outras doenças de interesse para a comunidade.” 

A parceria possibilita a criação de projetos de pesquisa nos dois países. “Inclusive, vou ser inserida em um dos projetos deles, através do Plen, para trabalhar com uma espécie alimentícia amazônica que tem alto índice de proteína”, afirmou Almecina. “Lá existem projetos aprovados com recursos disponíveis para investimento em pesquisa de plantas medicinais, ornamentais e comestíveis, entre outras.”

Também participou da reunião a secretária executiva da Assessoria de Cooperação Interinstitucional da Ufac, Raquel Sampaio Santos.