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Contra covid-19, alunos de Medicina e laboratório 3D produzem EPIs

publicado: 27/03/2020 19h47, última modificação: 27/03/2020 19h49
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Para ajudar no combate ao coronavírus no Acre, o Laboratório de Tecnologia 3D da Ufac está fabricando clipes de óculos de proteção para profissionais da área de saúde. A capacidade de produção é de cem clipes por dia. Os óculos fazem parte dos equipamentos de proteção individual (EPIs), que incluem escudos faciais e aventais descartáveis, produzidos voluntariamente por alunos do curso de Medicina da universidade acreana. 

A produção dos clipes tem orientação do coordenador do laboratório, professor Yuri Karaccas, e conta com alunos voluntários da pós-graduação que sabem utilizar as impressoras 3D. “Cada dia um aluno vai para o laboratório e aciona todas as máquinas em funcionamento”, contou. “O revezamento é para garantir que não haja aglomeração de pessoas e pela segurança dos alunos.”

O laboratório possui duas impressoras que ficam ligadas 24 horas para atender a demanda. Cada impressora leva cerca de dez horas para concluir uma peça. A opção pela produção de clipe levou em conta a possibilidade de fazer vários ao mesmo tempo e a facilidade com que podem ser colados às folhas de acetato. O projeto foi copiado de um modelo disponível na internet.

Contra covid-19, alunos de Medicina e laboratório 3D produzem EPIs

Produção de EPIs

Alunos do curso de Medicina da Ufac estão produzindo EPIs para doar aos profissionais de saúde que atendem pacientes com covid-19, durante a epidemia no Acre. São escudos faciais e aventais descartáveis. A iniciativa teve apoio popular por meio de campanha de financiamento coletivo. A meta do projeto é a produção de 5 mil equipamentos.

Um dos coordenadores do projeto, Lucas Reis, contou que a ideia surgiu depois de conversa sobre a falta desse tipo de equipamento para os profissionais de saúde. “Usei o que tinha em casa para fazer os primeiros modelos, como cartolinas, clipes de papel, grampeador e transparências.”

Talita Trancoso, que também faz parte da coordenação do projeto, relatou que a iniciativa despertou interesse de outras universidades. “Rondônia, Bahia e Manaus entraram em contato conosco. O modelo também foi replicado por colega nosso em São Paulo.”

O professor do curso de Medicina da Ufac, Fernando Assis, disse que os equipamentos foram testados por uma equipe especializada, antes da produção. “Foram feitas avaliações de segurança e esterilização dos EPIs em dez amostras.”