E eu não sou mulher?: A ausência de mulheres negras no currículo de História do estado do Acre

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Flávia Rodrigues Lima da Rocha

Este artigo é fruto final da disciplina de Pesquisa Histórica 2, da graduação em Licenciatura em História da Universidade Federal do Acre (Ufac), trata-se de uma análise das representações, não, das mulheres negras no Currículo de Referência Única do Estado do Acre (Crua), no componente de História nos anos finais do Ensino Fundamental. A presente pesquisa justifica-se academicamente pela necessidade urgente de preencher uma lacuna substantiva nos estudos sobre currículo, gênero e raça no contexto da educação básica brasileira. Os objetivos são investigar como o Crua representa ou silencia as trajetórias das mulheres negras, analisando sua conformidade com a Lei 10.639/2003 e propondo diretrizes para uma inclusão equitativa e interseccional. A metodologia adotada para esse trabalho é qualitativa-exploratória, além da análise documental,  também foi utilizada como metodologia a análise bibliográfica, pois ela é quem dará a materialidade dos resultados, além de ter um viés decolonial, uma vez que busca superar a colonialidade do  Currículo de Referência Única do Estado do Acre. Neste artigo, foram utilizados como referências teóricas Almeida (2019), Adichie (2019),  Gomes (2012), Rocha e Silva (2022), entre outros. Como resultado, a análise revelou que a presença de mulheres negras no Crua é precária, sendo necessário o uso do currículo oculto para a representação das mesmas. Por fim, conclui-se que a efetiva inclusão de suas narrativas, conforme sugerido em propostas pedagógicas apresentadas, é um imperativo ético e político para uma educação antirracista, reparadora e capaz de fortalecer a identidade e a autoestima das estudantes, transformando o currículo em uma ferramenta de justiça epistêmica.

Pesquisa concluída!